A viagem para a América tinha como pontos de partida os
portos de Beirute e Trípoli. Por meio de agências de
navegação francesas, italianas ou gregas, dirigiram-se para
outros portos do Mediterrâneo como Gênova, na Itália, onde
às vezes esperavam meses por uma conexão que os levassem
para o Atlântico Norte ou Sul (Rio, Santos ou Buenos Aires).
Muitos imigrantes, com o objetivo de chegarem aos Estados
Unidos, destino principal da imigração árabe, acabavam vindo
para o Brasil ou Argentina enganados pelas companhias de
navegação. Afinal, explicavam, tudo era América.
A maioria dos imigrantes árabes se dirigiu para São Paulo, menor número foi para o Rio de Janeiro e Minas Gerais; poucos foram para o Rio Grande do Sul e Bahia. Até 1920, mais de 58 000 imigrantes árabes haviam entrado no Brasil, sendo que o Estado de São Paulo recebeu 40% deste total.
| Sírios e libaneses por estado segundo os censos populacionais de 1920 e 1940 | ||
| 1920 | 1940 | |
| Brasil | 50.337 | 48.970 |
| São Paulo | 19.285 | 24.084 |
| Rio de Janeiro | 9.321 | 9.051 |
| Minas Gerais | 8.684 | 5.902 |
| Rio Grande do Sul | 2.656 | 1.093 |
| Fonte: Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de Janeiro: IBGE, 2000 |